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Lojistas protestam pela reabertura da Galeria do Ouvidor em Belo Horizonte

Por Ana Paula Pimenta, 01/06/2020 às 11:21
atualizado em: 01/06/2020 às 13:04

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Cerca de 30 lojistas realizaram um protesto a favor da reabertura da Galeria Ouvidor, na manhã desta segunda-feira, no centro de Belo Horizonte. A manifestação ocorreu dentro da galeria, que está há 73 dias sem funcionar. Usando máscaras, os trabalhadores levaram cartazes com questionamentos à prefeitura da capital. 

Segundo o administrador da galeria, Valter Faustino, o estabelecimento tem condições de voltar a funcionar. "Nós não entendemos porque o Mercado Central e shoppings populares reabriram e nós não. Nós temos condições de abrir com toda a segurança e higiene. Só queremos tratamentos iguais".

Ainda segundo Faustino, 15 das 250 lojas da Galeria Ouvidor já tiveram que fechar as portas por causa do prejuízo. "A situação está muito difícil, são 1300 funcionários em toda a galeria que não têm mais dinheiro. Nós não aguentamos mais", completa.

Gessilene Dias, de 53 anos, luta para que o mesmo não aconteça com ela. Dona de uma ótica na Galeria há mais de 30 anos, a lojista já amarga um prejuízo de mais de R$ 100 mil.  "Dos meus 14 funcionários, eu vou ter que mandar 11 embora. Mas não tenho dinheiro nem para demitir eles. Eu preciso que a loja abra para que eu possa honrar meus compromissos".

Embora o segmento de saúde visual já tenha sido liberado para voltar a funcionar, Dias não pode abrir a loja que fica dentro da galeria "as óticas já estão funcionando, estão todos abertos, mas eu não posso abrir. Entrei com recurso, mas até agora nada".

Clientes aguardam encomendas do lado de fora

Foto: Ana Paula Pimenta

Uma solução encontrada por alguns lojistas para diminuir os prejuízos foi o delivery. Kátia Faustino, dona de um ateliê há 35 anos, teve que se adaptar a essa nova rotina: "A minha sorte é que já tinha clientes fixos, que já compravam da loja sempre. Mas ainda assim, as encomendas só representam 10% do meu faturamento. Esse dinheiro é para pagar luz e parte do salário dos funcionários, que está reduzido”.

Em nota, a Prefeitura de Belo Horizonte diz entender a situação dos lojistas das Galeria do Ouvidor e de todos os demais estabelecimentos comerciais que ainda não podem reabrir na capital e ressaltou que o compromisso nesse momento é o de conter os avanços do coronavírus e preservar a vida de nossos cidadãos.

Ainda em nota, a PBH explica que "no caso dos shoppings populares, foram levados em consideração a condição socioeconômica dos trabalhadores que atuam nesses locais (classes C e D), que correspondem a cerca de 3 mil pessoas (volume relativamente baixo)".

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