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'Eu acho que o Rafael foi ingrato e ganancioso', diz Carlos Ferreira, gestor do Cruzeiro

Por Redação, 15/02/2020 às 20:48
atualizado em: 16/02/2020 às 19:06

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Foto: Erika Oliveira/Itatiaia
Erika Oliveira/Itatiaia
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Em participação no programa Bastidores, da Itatiaia, na noite deste sábado, Carlos Ferreira, interlocutor do Conselho Gestor com o departamento de futebol do Cruzeiro, falou sobre temas relacionados ao clube. Entre eles: operação financeira para o retorno do centroavante Marcelo Moreno, técnico Adílson Batista, garotos da base e projeto de reconstrução. Ouça acima.

Na entrevista, Carlos Ferreira também revelou bastidores da saída do goleiro Rafael, que teve rescisão contratual acertada nessa sexta-feira (14) em audiência de conciliação na Justiça do Trabalho. Ele criticou a postura do jogador de ajuizar uma ação contra o clube. "[Rafael] foi ingrato e ganancioso".

Segundo o dirigente, o Cruzeiro não ficou satisfeito com o acordo, ao contrário do que, segundo ele, foi veiculado nas redes sociais. "Rafael queria liberar tudo e ir embora. Mas na hora da audiência ele não fez isso. Ele quis receber tudo o que o Cruzeiro devia", alegou. 

No acordo judicial ficou definido que os débitos atrasados com o jogador serão pagos a partir de 2021, conforme informou à imprensa o advogado João Henrique Chiminazzo, que defende os interesses do atleta.

Quero ser protagonista 

Rafael pediu para deixar o Cruzeiro, alegando que queria ser protagonista, segundo Carlos Ferreira. O posicionamento do jogador ocorreu durante uma reunião em que também estavam Benecy Queiroz, do Cruzeiro, e pai e advogado do atleta. 

Segundo o dirigente, existia um plano para tornar Rafael titular do clube no futuro. Mas, hoje, Fábio merece a titularidade. "É uma situação complexa decidir entre Rafael e Fábio. O Fábio ainda joga em alto nível. Não podemos abrir mão de um jogador desta natureza", explica. 

Carlos Ferreira alega que o Cruzeiro acatou o desejo de Rafael de deixar o clube. Contudo, via no atleta um importante ativo. A solução encontrada foi procurar clubes para contratá-lo. Conforme o dirigente, foi dada carta branca ao empresário de Rafael para encontrar um destino. 

"Essa opção de buscar um clube para ele foi a mais coerente no momento porque o Cruzeiro precisava de um ativo. De valores dentro do caixa do clube", explica. Até mesmo empréstimo com volta no centenário foi oferecido ao goleiro, que tinha contrato até 2021. "Tudo que você falava com ele, ele não queria", alega.

Surpresa com ação 

O capitulo seguinte foi o descobrimento da ação ajuizada por Rafael na Justiça do Trabalho cobrando salários atrasados, férias, 13º e FGTS, situação que veio a público em 24 de janeiro. "Eu fiquei muito surpreso e indignado". 

No mesmo dia, Carlos Ferreira convocou uma entrevista coletiva afirmando que o clube foi surpreendido com a ação, que o goleiro não sabia do processo e que ele retiraria a ação para fazer um acordo amigável.

Na mesma coletiva, estava prevista a presença de Rafael, o que não aconteceu. Segundo o dirigente, Rafael realizou uma reunião com o clube para definir o futuro depois de ter entrado na Justiça. Ele questiona a postura.

"A indignação nossa e de todo o Conselho é dentro desse contexto. O Rafael foi para uma reunião com a gente já com a situação resolvida porque a partir do momento que você ajuíza uma ação, o que ele tinha a fazer em uma reunião com a gente para tentar acordo?", completa.

O provável destino do jogador é o Atlético. Conforme apurado pela Itatiaia, já existe um acordo verbal entre os clubes.

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