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Defesa Civil mantém alerta para risco de inundações e deslizamentos no sul do país

Por Agência Brasil , 09/07/2020 às 15:43
atualizado em: 09/07/2020 às 15:53

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Foto: Fernando Mainardi/Sema RS
Fernando Mainardi/Sema RS

RESUMO

  • A Defesa Civil estadual divulga alerta para risco de inundações em cidades do sul do Brasil 
  • Alvorada, Cachoeirinha e Campo Bom são algumas cidades que podem ser atingidas devido ao alto volume de chuva 
  • Segundo o órgão, também há risco de deslizamentos em ao menos dez bairros de Caxias do Sul.
  • A chuva já deixou pelo menos 2.972 pessoas desalojadas e outras 1.175 desabrigadas

Moradores e autoridades das cidades de Alvorada, Cachoeirinha, Campo Bom, Canoas, Gravataí, Novo Hamburgo, Porto Alegre, São Leopoldo e Sapucaia do Sul, no Rio Grande do Sul, devem estar atentos ao risco de chuvas que atingem o estado causarem inundações. O alerta foi divulgado nesta quinta-feira (9) pela Defesa Civil estadual. 

O perigo decorre do volume de chuvas que atinge o estado, ainda que, segundo a Secretaria do Meio Ambiente e Infraestrutura, o avanço de uma nova massa de ar seco polar esteja contribuindo para diminuir a intensidade da precipitação pluviométrica, ao mesmo tempo em que derruba as temperaturas, e o sol tenha voltado a aparecer em boa parte do estado.

As chuvas dos últimos dias vieram na esteira da passagem de mais um ciclone extratropical pela Região Sul, o segundo em pouco mais de uma semana. Embora menos intenso que o chamado ciclone bomba do último dia 30, o desta semana também causou estragos, afetou milhares de famílias e matou ao menos uma pessoa.

De acordo com levantamento que a Defesa Civil gaúcha divulgou às 11 horas desta quinta, ao menos 2.972 pessoas foram desalojadas, ou seja, tiveram que deixar suas casas temporariamente, mas não precisaram ser levadas para abrigos por terem para onde ir. Outras 1.175 desabrigadas tiveram que ser acolhidas em abrigos.

Chuvas desalojam 1.700 pessoas

Só em São Sebastião do Caí, município de 25 mil habitantes da Região Metropolitana de Porto Alegre, 1.700 pessoas foram desalojadas e 160 estão em dois abrigos municipais.

Após terem superado a marca de 14,4 metros, transbordado e alagado áreas ribeirinhas, as águas do Rio Caí começaram a baixar na manhã desta quinta. Segundo a prefeitura, às 8 horas desta quinta, o nível do rio já estava em 13,50 metros e o sol brilhava sobre a cidade.

Em Lajeado, a cerca de 110 quilômetros de Porto Alegre, há, segundo a Defesa Civil, 400 pessoas desalojadas e 300 desabrigadas. Prefeitura e entidades de assistência estão recebendo donativos (principalmente colchões, fraldas e roupas infantis) para ajudar as vítimas da cheia do Rio Taquari, que, antes de voltar a baixar, atingiu a marca de 27,39 metros no início desta madrugada. 

De acordo com a prefeitura, o estado de atenção é decretado quando o nível do rio chega a 15 metros, e as primeiras residências próximas são atingidas tão logo a água atinge os 19,8 metros.

Devido à falta de energia elétrica e de acesso a internet, a prefeitura teve que suspender o atendimento presencial à população de parte dos seus serviços. De acordo com o Poder Executivo municipal, esta é a maior enchente em Lajeado em décadas.

Um homem, Geisson Máximo Vitz, morreu em Caxias do Sul, na serra gaúcha, na última terça-feira (7). A casa onde ele morava, no bairro Mariani, foi atingida por duas grandes pedras que se soltaram e afetaram a residência. A esposa e o filho de Vitz estavam na casa no momento do acidente, mas escaparam com vida. Segundo a Defesa Civil estadual, ainda há risco de deslizamentos em ao menos dez bairros de Caxias do Sul.
 

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