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Após ser solto pela Justiça, ex-presidente deixa sede da Polícia Federal em Curitiba

Por Agência Estado, 08/11/2019 às 17:44
atualizado em: 08/11/2019 às 19:31

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Foto: Cassiano Rosário/Futura Press/Estadão Conteúdo
Cassiano Rosário/Futura Press/Estadão Conteúdo

Um ano e sete meses após ser preso na Operação Lava Jato para cumprir pena de corrupção passiva e lavagem de dinheiro no processo do triplex do Guarujá, o ex-presidente Lula deixou na tarde desta sexta-feira a cela especial da Polícia Federal em Curitiba.

Lula saiu da sede da PF às 17h42 – pouco mais de uma hora depois da expedição do alvará de soltura. Vestidos de vermelho, apoiadores saudaram o ex-presidente empunhando bandeiras do PT e gritando palavras de ordem.

Leia mais: Após sair de prisão, Lula faz discurso e diz que não pensou que poderia estar fora da cadeia

A ordem de soltura do petista foi dada pelo juiz Danilo Pereira Júnior, da 12ª Vara Federal de Curitiba, menos de 24 horas depois de o Supremo Tribunal Federal declarar inconstitucional a prisão após condenação em segunda instância – caso de Lula.

O ex-presidente foi condenado no caso triplex pelo ex-juiz Sergio Moro, atual ministro de Justiça e Segurança Pública, que lhe impôs nove anos e seis meses de reclusão. A pena foi aumentada para 12 anos e 1 mês de prisão pelo Tribunal Regional Federal da 4ª Região, o Tribunal da Lava Jato. Em abril deste ano, o Superior Tribunal de Justiça (STJ) reduziu a sanção para 8 anos, dez meses e vinte dias de reclusão.

O petista cumpria pena desde a noite de sete de abril de 2018 em uma cela especial dentro da Superintendência da Polícia Federal na capital paranaense. O ex-presidente é acusado de receber propinas da empreiteira OAS em troca de contratos da Petrobras.

O repasse teria sido materializado em obras de melhorias e ampliação de um triplex no edifício Solaris, no Guarujá, no litoral paulista, e também por meio do armazenamento de bens que o ex-presidente recebeu durante seus dois mandatos no Planalto, entre 2002 a 2009.

Lula sempre negou o recebimento de vantagens indevidas. Ele é réu em outras ações penais, como no caso do sítio de Atibaia, no interior paulista, pelo qual foi condenado a doze anos e onze meses de reclusão pela juíza Gabriela Hardt em fevereiro deste ano. O caso será julgado no próximo dia 27 pelo TRF-4, que analisará se a sentença será anulada e o processo remetido de volta às alegações finais.

Leia a decisão:

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