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'Problema muito mais de mídia do que um problema concreto', diz presidente do STJ sobre Amazônia 

Por Redação , 23/08/2019 às 10:57
atualizado em: 23/08/2019 às 11:19

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Foto: Daniel Beltra / Greenpeace
Daniel Beltra / Greenpeace

Para o presidente do Superior Tribunal de Justiça (STJ), ministro João Otávio de Noronha, o aumento das queimadas recentes na Amazônia é "um problema muito mais de mídia, de imprensa do que um problema concreto". A declaração do ministro foi dada em entrevista exclusiva veiculada na edição desta sexta-feira do Jornal da Itatiaia 1ª edição.

Ouça aqui a declaração de Noronha!

“O Judiciário, se acionado, tomará as providências, mas estamos tendo um problema muito mais de mídia, de imprensa do que um problema concreto. O Judiciário não está acionado, e nem será pela discussão. Está tendo apenas um debate”, disse. 

Na avaliação de Noronha, o Brasil continua combatendo as queimadas e protegendo a Amazônia, como determina a Constituição. “A preservação da Amazônia, como do Pantanal e de outros biomas importantes do meio ambiente, foram elevadas à categoria de dogmas constitucionais. Ou seja, tem uma proteção por determinação da lei maior, da Constituição Brasileira”.

Palestra 

O ministro participou nessa quinta-feira (22) da abertura do seminário “A jurisdição ambiental após Mariana e Brumadinho", promovido pela Dom Helder Escola de Direito, em Belo Horizonte. Ele defendeu a proteção da Floresta:

"Nós somos donos territorialmente da Floresta Amazônica, mas não temos o dever de preservá-la apenas para os brasileiros. Ou o oxigênio que brota da Amazônia e a chuva que a Amazônia proporciona a todo continente são algo que pertence só ao Brasil? Se assim pensarmos, podemos fechar todas as disciplinas de meio ambiente no mundo, porque o meio ambiente é algo que transcende os países". 
 

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